25 maio 2018

Humor de resistência

Laerte vê a precarização do trabalho com a reforma trabalhista.

Questão crucial


Engenheiros da Petrobrás denunciam Temer e Parente: política de preços beneficia os Estados Unidos

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial Política de preços de Temer e Parente é America First!, de dezembro de 2017.

A Petrobrás adotou nova política de preços dos combustíveis, desde outubro de 2016.

A partir de então, foram praticados preços mais altos, que viabilizaram a importação por concorrentes.

A estatal perdeu mercado e a ociosidade de suas refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada.

A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes.

A importação de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6.

O diesel importado dos EUA,, que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil.

Ganharam os produtores norte-americanos, os traders multinacionais, os importadores e distribuidores de capital privado no Brasil.

Perderam os consumidores brasileiros, a Petrobrás, a União e os estados federados com os impactos recessivos e na arrecadação.

Batizamos essa política de America first! , Os Estados Unidos primeiro!

Diante da greve dos caminhoneiros assistimos, lemos e ouvimos, repetidamente na “grande mídia”, a falácia de que a mudança da política de preços da Petrobrás ameaçaria sua capacidade empresarial.

Esclarecemos à sociedade que a mudança na política de preços, com a redução dos preços no mercado interno, tem o potencial de melhorar o desempenho corporativo, ou de ser neutra, caso a redução dos preços nas refinarias seja significativa, na medida em que a Petrobrás pode recuperar o mercado entregue aos concorrentes por meio da atual política de preços.

Além da recuperação do mercado perdido, o tamanho do mercado tende a se expandir, porque a demanda se aquece com preços mais baixos.

A atual direção da Petrobrás divulgou que foram realizados ajustes na política de preços com o objetivo de recuperar mercado, mas até aqui não foram efetivos.

A própria companhia reconhece nos seus balanços trimestrais o prejuízo na geração de caixa decorrente da política adotada.

Outra falácia repetida 24 horas por dia diz respeito a suposta “quebra da Petrobrás” em consequência dos subsídios concedidos entre 2011 e 2014.

A verdade é que a geração de caixa da companhia neste período foi pujante, sempre superior aos US$ 25 bilhões, e compatível com o desempenho empresarial histórico.

_*Geração operacional de caixa, US$ bilhões: 2011, 33,03; 2012, 27,04; 2013, 26,03; 2014, 26,60; 2015, 25,90; 2016, 26,10 e 2017, 27,11.**_ 

A Petrobrás é uma empresa estatal e existe para contribuir com o desenvolvimento do país e para abastecer nosso mercado aos menores custos possíveis.

A maioria da população quer que a Petrobrás atue em favor dos seus legítimos interesses, enquanto especuladores do mercado querem maximizar seus lucros de curto prazo.

Nossa Associação se solidariza com os consumidores brasileiros e afirma que é perfeitamente compatível ter a Petrobrás forte, a serviço do Brasil e preços dos combustíveis mais baixos e condizentes com a capacidade de compra dos brasileiros.

Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)

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Bicudos se bicam

Quando o tucano vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima pede a cabeça do tucano presidente da Petrobras Pedro Parente é porque realmente as coisas se complicam entre os golpistas.

Regressão antinacional

A extinção do Fundo Soberano e o desmonte do Brasil
Editorial do portal Vermelho

O mais recente atentado contra a integridade do Estado brasileiro, cometido por Michel Temer, tornou-se público nesta terça feira (22): a extinção do Fundo Soberano do Brasil (FSB). A Medida Provisória (MP) 830/2018 comete esta insânia e transfere os recursos do Fundo (calculados em R$ 26,5 bilhões) para o Tesouro Nacional, de onde serão usados para o pagamento da dívida pública federal. Dívida que supera R$ 3,6 trilhões, total que os recursos pilhados do FSB mal arranham, sendo calculados em cerca de 7% dele. Isto é, o dinheiro que deveria servir ao desenvolvimento do país será entregue aos grandes financistas que abocanham os recursos públicos brasileiros.

O Fundo Soberano do Brasil foi criado em dezembro de 2008, depois da quebra do banco norte-americano Lehman Bothers e do agravamento da crise financeira internacional, para ser formado com recursos oriundos da exploração do pré-sal, entre outros. Seguia a tendência internacional de defesa da soberania nacional. O mais antigo deles é o da Noruega, de 1976 e que, em 2017, chegou a US$ 1 trilhão, maior que o PIB, que era de US$ 516 bilhões em 2013.

Alguns países ciosos de sua independência nacional e que usam este instrumento de soberania face ao chamado “mercado” (isto é, ao grande capital) são EUA (criado em 1976, tem US$ 40 bilhões), Canadá (1999, tem US$ 119 bilhões), Rússia (2004, tem US$ 158 bilhões) China (2007, hoje supera US$ 2 trilhões). Quando o Fundo Soberano do Brasil foi criado, em 2008, a soma total dos saldos de instrumentos semelhantes no mundo era de US$ 3 trilhões. Quase sempre originários da exploração de riquezas minerais, como o petróleo. 

O Fundo Soberano é uma espécie de poupança que os países usam para, com independência em relação ao mercado financeiro, fazer aplicações públicas em seu próprio desenvolvimento, ou enfrentar crises e ataques especulativos de investidores pouco escrupulosos. Na Noruega, por exemplo, anuncia-se que as reservas de seu fundo soberano terão uso social: garantirão a aposentadoria das gerações futuras. Segundo a Lei 11.887/2008, as finalidades do FSB eram de “promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, mitigar os efeitos dos ciclos econômicos e fomentar projetos de interesse estratégico do país localizados no exterior”. 

O professor Numa Mazat, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que o Fundo Soberano “é usado para dar orientações estratégicas à economia nacional. Principalmente através do financiamento de setores vistos como estratégicos para o desenvolvimento econômico nos países periféricos”. 

O atual governo brasileiro, a serviço da especulação financeira, despreza uso social semelhante. Ao contrário, Temer prossegue no desmonte do Estado nacional. A extinção do Fundo Soberano é mais um passo nesse sentido – abre mão desse importante instrumento estratégico. E entrega seus recursos ao capital especulativo, que sempre foi contra a criação do Fundo Soberano do Brasil. Partidos aliados do grande capital como PSDB, DEM e PPS apresentaram ao STF, na época, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), tentando barrar a iniciativa.

A extinção do FSB é uma medida que se soma a outras no mesmo sentido – como o corte nos gastos obrigatórios determinados pela Constituição Federal. Por iniciativa de Temer, a Emenda Constitucional 95 congelou os gastos públicos por vinte anos, sobretudo em saúde, educação e investimentos do governo. A sofreguidão privatista de Temer e seu governo antinacional busca ainda entregar ao capital privado, brasileiro e estrangeiro, parcelas cada vez maiores do patrimônio público (como o pré-sal, ativos da Petrobras, a Eletrobras e outras), que pertence aos brasileiros e a eles deveria beneficiar. E não exclusivamente à especulação financeira, dona de uma dívida que, mesmo ante entreguismo tão desvairado, cresce continuamente, sem parar, gerando lucros cada vez maiores para a ganância financeira, que especula com títulos do governo.

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Poesia sempre


Alan Schaller
Saudades
Florbela Espanca

Saudades!  Sim.. talvez.. e por que não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe. 
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti! 

E quem dera que fosse sempre assim: 
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudade andasse presa a mim!

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Marionete

Na mídia, registros de “decepção” do Deus Mercado em relação à conduta de Temer diante da paralisação dos caminhoneiros. [Cada um tem o preposto que escolhe...].

24 maio 2018

Uma crônica doméstica


Estranho acidente doméstico
Luciano Siqueira 

Há sempre um tempinho para a percepção de ocorrências tão insignificantes quanto curiosas, apesar da agenda intensa e do trabalho duro.
Pois bem. Frequentemente ouço amigos dizerem que danificaram ou perderam seus celulares porque caíram na privada.
Como assim?
Na privada, ora.
De onde são retirados banhados daquele líquido que embora de aparência límpida não deixa de conter certa dose de excrementos. De urina, pelo menos.
Há aparelhos celulares que, nessas condições, são milagrosamente recuperados e voltam ao uso dos seus proprietários. 
Outros se tornam imprestáveis.
Mas, por que tamanha incidência de acidentes desse tipo?
A explicação óbvia e certamente realista é dada pelo amigo Epaminondas, que sabedor do fenômeno de pronto o esclarece:
— Com certeza tem a ver com o hábito matinal de se satisfazer as primeiras necessidades fisiológicas portando o celular. Ao menor descuido, pimba!, o aparelhinho eletrônico cai justamente onde não deve.
Razoável hipótese. Satisfatória. 
Isto posto, sigamos a vida sem maiores preocupações com a perda parcial ou total de telefones celulares por descuido dos que os usam em momento tão inapropriado de sua rotina doméstica.
Aos olhos de certos cientistas, que pesquisam sobre tudo e inundam publicações e prateleiras de descobertas absolutamente inúteis, entretanto, aí pode estar uma oportunidade de estudo. E de negócio.
Afinal, o capitalismo tudo transforma em mercadoria e a concorrência é a alma do sistema. 
Se uma investigação com aparência científica demonstrar que o sistema andróide é menos dado a esse tipo de ocorrência do que o iPhone, eis um diferencial importante na disputa do público comprador.
Será? Não duvidemos. Debaixo desse céu azul que nos protege, tudo pode acontecer — tanto quanto o mergulho inapropriado do precioso aparelho celular na privada da casa da gente. 
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Oferta e procura

Na imensa fila de carros e motos para abastecer num posto de combustíveis na Encruzilhada:

— Olha a água mineral! A gasolina aumentou, a água também aumentou, agora é 1 e cinquenta...


A lei da oferta e da procura é implacável.

O prazer da fotografia


Recife em manhã de sol (Foto LS)

Fosso social


No trimestre, mais pobres perdem 5% da renda e desigualdade cresce
Portal Vermelho

Dados oficiais divulgados pelo IBGE continuam a derreter o discurso feito pelo governo Michel Temer na semana passada em celebração aos dois anos que está no poder. Temer disse que o país mudou nos dois anos de sua gestão. Mas foi para pior, principalmente para os mais pobres.

No primeiro trimestre de 2018, segundo estudo sobre a acelerada concentração renda realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a renda média mensal dos 20% mais vulneráveis do país caiu de R$ 400 para R$ 380 quando comparada à de janeiro/março de 2017. É uma queda real de 5%.

Para a camada seguinte, a perda de rendimento foi de 1,8% em igual intervalo, de uma média de R$ 963, para R$ 945. Enquanto os 40% mais pobres sofrem, os 20% mais ricos viram seu ganho médio mensal passar de R$ 5.579 para R$ 6.131, com aumento de 10,8% no mesmo período. 

"O que está acontecendo é o seguinte: as classes média e alta do Brasil estão conseguindo recuperar a renda do trabalho, só que a base da pirâmide ainda está amargando perdas", afirmou economista Daniel Duque, ao Valor Econômico.

O economista da FGV optou por retirar da amostra um milionário cuja renda muito alta por si só impacta a leitura dos dados da Pnad. Segundo Duque, ao entrar na pesquisa da PNAD Contínua do último trimestre de 2016, esse multimilionário provocou um aumento nos indicadores da desigualdade. De igual maneira, ao sair da amostra no primeiro trimestre de 2018, provocou uma melhora artificial nos indicadores de concentração de renda, evidenciando o impacto da concentração de renda.

Mortalidade - Os dados recentes também apontam para um cenário de retrocesso nos índices de mortalidade infantil. De acordo com levantamento feirto pela Fiocruz, o congelamento de gastos no Bolsa Família e Estratégia de Saúde da Família impactarão diretamente na mortalidade de milhares de menores de até 5 até 2030. Segundo o estudo, serão quase 20 mil crianças cujas mortes estão decretadas pela política de cortes. (Com informações do Valor Econômico).

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Bandeira justa, erro tático


Meio correto, meio equivocado
Luciano Siqueira, no portal Vermelho

No próximo domingo, 27, o PT fará atos de lançamento da pré-candidatura de Lula à presidência da República em muitas cidades do país.
Na verdade, conforme se anuncia, manifestações de duplo conteúdo: um grito pela liberdade do ex-presidente, vítima de perseguição, condenado e preso sem provas; e a reafirmação de sua predisposição a disputar o pleito presidencial.
A luta pela liberdade de Lula é bandeira ampla, justa e oportuna, erguida pelo conjunto das forças de esquerda e extensos segmentos democráticos.
A pré-candidatura de Lula é um desejo legítimo do ex-presidente e do seu partido. Nenhuma força política consequente a esse intuito se opõe.
Mas o cenário é muito mais complexo do que poderia parecer a uma apreciação superficial. 
No meio do caminho há acirrado entrechoque de forças, pondo em lados opostos golpistas de vários matizes versus correntes democráticas que se apuseram ao golpe e agora agregam setores que participaram do impeachment da presidenta Dilma, mas hoje se postam em oposição ao governo Temer.
Um tremendo poço de areia movediça. Nada simples, nem seguro; tudo arriscado.
Considerando-se a atual composição do Congresso Nacional, o poderio do complexo midiático, a parcialidade e a militância ativa do Judiciário e do aparato policial, o campo golpista ainda reúne mais força do que a oposição, ainda que temporariamente disperso em torno de várias pré-candidaturas presidenciais. 
Na oposição, falta convergência de pensamento e de ação, indispensável à exploração das contradições no campo adversário e — sobretudo — à conquista de uma maioria eleitoral. 
Entre os blocos litigantes, há a imensa maioria do povo eleitor, ainda atônito e carente de perspectiva, que pode se inclinar para um lado ou para o outro.
Nesse contexto, não confundir o sentimento de solidariedade a Lula e a sua supremacia em intenção de votos nas pesquisas com força real e suficiente para vencer as eleições. 
As quatro vitórias sucessivas alcançadas pelo próprio Lula e por Dilma se viabilizaram através de frentes amplas e diversificadas. Desde o primeiro turno.
Agora, com um PT chamuscado e só, a pretensa apresentação de uma chapa “puro sangue”, formada por Lula e Haddad ou Amorim de vice, não sinaliza para uma composição ampla; antes passa a mensagem de que o PT resolve cuidar de si mesmo, pondo a segundo plano a busca de uma frente ampla politicamente consistente e eleitoralmente viável e, por conseguinte, priorizando o objetivo particular de eleger seus parlamentares, em detrimento dos destinos da nação..
Lula merece a solidariedade de todas as forças democráticas. Mas a senda isolada do PT não pode contar com a simpatia dessas forças, nem conquistará a maioria eleitoralmente necessária. 
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Derrotado

‘Em três dias, caminhoneiros levam governo Temer à lona’, diz Folha de S. Paulo. [Já estava —inepto e desmoralizado].

23 maio 2018

Duvidar é preciso

Não tema a dúvida. Pois não basta a curiosidade, é a dúvida que nos conduz a perguntar, debater e conhecer. Em todas as esferas da vida — e na política.

Humor de resistência

Laerte vê a quase imunidade dos tucanos pilhados em corrupção.

Decadência

Goleado em casa pelo ABC (4x1), Santa Cruz volta a protagonizar o drama do decadente futebol pernambucano. Lamentável. A grande massa tricolor não merece.

Hipocrisia

‘Alckmin sobe tom de críticas a tucanos encrencados com Justiça’ [Obviamente de costas para o espelho].

22 maio 2018

Milagrosos


Santa dupla das causas impossíveis
Luciano Siqueira

Se são impossíveis, como resolvê-las? A princípio caberia a nós, simples mortais, optar por outras empreitadas, difíceis e desafiantes mas com alguma margem de possibilidade...
Mas tem o Santo Expedito, a quem minha mãe se referia com alguma frequência nos momentos de maior dificuldade.
Cresci ouvindo essa referência milagrosa ao Expedito, fervoroso cristão feito mártir no século IV, na Armênia. 
Teria sido Expedito um oficial romano convertido ao cristianismo, condição que lhe rendeu perseguição implacável. Depois de sacrificado, inspirou a devoção de muitos e teria operado milagres.
Desde então, todo Expedito que conheço logo associo a façanhas incomuns, mesmo quando se trata de algum cidadão aparentemente pacato e recolhido a suas impossibilidades. 
Mas eis que hoje li nos jornais que Santa Rita de Cássia é que cuida das causas impossíveis. 
Estaria o Expedito desbancado de seu posto? Ou se trata de uma questão de igualdade de gênero, conteúdo hoje — felizmente — de bandeiras de luta de imenso valor estratégico?
O fato é que a freira italiana nascida Matgherita Lotti, que adotou Rita como nome religioso e atuou - cândida, solidária e generosa - na diocese de Espoleto, nos anos 1450, também está a postos para nos ajudar.
Um cunhado da irmã Rita, vitimado pela peste, teria se curado por força das orações da futura santa.
Confesso que nas minhas décadas de vida, todas as Ritas que conheço procuro associar a uma mulher nada santa, a falecida Rita Hayworth, belíssima estrela do cinema norte americano, que admirei nos anos cinquenta, vendo-a na tela e em reportagens da revista Cinelândia, que meu irmão mais velho, Humberto, comprava.
Agora, embora devoto não seja, cá me sinto imaginariamente mais seguro com a dupla Expedito e Rita, especialistas em causas (ditas) impossíveis. 
Tomara que a eles não precise recorrer. 
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Bichados

‘MDB “aceita” esconder Temer’ [Altos índices de rejeição é o motivo. Vade retro, Satanás!] 

Vai tu...

 ‘Temer desiste de concorrer e confirma Meirelles como candidato’ [Troca de seis por meia dúzia, um moribundo no lugar do outro].

Subcidadania


Analfabetos que tentaram não ser
Luciano Siqueira, no Blog da Folha

Dos 11,5 milhões de analfabetos existentes no país no ano passado, 5,3 milhões (46% do total) declaram ter frequentado a escola anteriormente. Dessa fatia, a grande maioria (82% do total) tinha 40 anos ou mais de idade no ano passado, o que corresponde a 4,4 milhões de pessoas.

Ou seja, tentaram aprender a ler e não conseguiram.

É o que informa o jornal Valor Econômico, em matéria construída a partir de dados do IBGE.
A distribuição espacial dessa gente culturalmente marginalizada reflete a desigualdade regional do ponto de vista socioeconômico.

No Nordeste se encontra mais da metade (54%), enquanto no Sudeste estão 23%.

Fracasso o indispensável trabalho de alfabetização.

O que me faz lembrar o Movimento de Cultura Popular (MCP), no Recife, no início dos anos sessenta, na gestão de Miguel Arraes na Prefeitura.

Adolescente ainda participei do MCP como voluntário. E vi de perto o movimento de alfabetização inspirado do método Paulo Freire.

Com o próprio Paulo Freire convivi na casa do meu tio Paulo Rosas, também um dos fundadores do MCP.

Jovens universitários atuavam no programa de alfabetização como voluntários. Movimento cívico, libertário.

Encantava-me aquela efervescência no Sitio da Trindade, sede do MCP. Mais tarde, no transcorrer da minha militância política, vim a compreender que ali se fazia parte de nossa História, na melhor tradição de rebeldia do nosso povo.

O golpe militar de 1964 interrompeu aquela experiência bem sucedida de aprendizado consciente. O alfabetizado se descobria cidadão e agente transformador da sociedade.

Agora, há dois anos do golpe que afastou a presidenta Dilma, sob Temer assistimos tremenda regressão de direitos e de perspectiva.

E a percepção reiterada de que a História caminha por senda sinuosa, sujeita a avanços e a retrocessos.

Os dramáticos dados do analfabetismo no Brasil, na segunda década do século 21, nos chamam à luta por um novo ciclo transformador.

A superação das desigualdades sociais frequenta os primeiros tópicos de um novo projeto nacional de desenvolvimento, no qual a superação dos atrasos do sistema educacional tem posição destacada.

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21 maio 2018

Quem pagará?

Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, as empresas de ônibus, responsáveis por 86,3% do deslocamento da população nas cidades brasileiras, de janeiro a maio tiveram prejuízo de R$ 1 bilhão devido ao aumento médio de 11% no preço do óleo diesel nos cinco primeiros meses do ano. Certamente virão pressões para aumenta de tarifa. E Temer se vangloria de estar melhorando (sic) a vida do povo!

Flexão tática

‘PT amplia alianças e negocia com partidos pró-impeachment’. [Atitude tática correta. Entre uma batalha e outra, ‘virar a página’ é necessário].